A história da reserva, as pessoas que a idealizaram e quem colabora com o projeto no dia a dia.
A trajetória de preservação da Rainha Beija-Flor
A Reserva Rainha Beija-Flor (Queen of the Hummingbirds / Reine Beija-Flor) é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada na região de Sena Madureira, no Acre. O nome é uma homenagem à delicadeza, força e beleza dos beija-flores que habitam a floresta amazônica, simbolizando a polinização de ideias, a conexão entre mundos e a missão de preservar a vida em sua forma mais pura.
As áreas foram adquiridas ao longo de diferentes momentos, totalizando 283 hectares de floresta amazônica preservada. A primeira área, de 83 hectares, foi seguida pela aquisição de uma segunda área de 193 hectares, consolidando um território contínuo dedicado à conservação, pesquisa e educação.
O Acre tem uma história profundamente ligada à luta pela terra, aos seringueiros e aos povos da floresta. Nossa reserva se insere nesse contexto histórico com o compromisso de preservar a floresta em pé, valorizar os saberes tradicionais e criar um modelo de ocupação territorial baseado em regeneração, educação e respeito aos ciclos naturais.
A criação da RPPN Rainha Beija-Flor representa um compromisso de longo prazo com a preservação da biodiversidade amazônica, a proteção de nascentes e igarapés, e a manutenção de corredores ecológicos essenciais para a fauna e flora locais.
As pessoas que idealizaram e dedicam suas vidas a este projeto
Nome ancestral: Arroxím
Origem Huni Kuin
Nascido no povo Huni Kuin, Charles — Arroxím, como é chamado no nome ancestral — cresceu ouvindo os cantos da floresta e os ensinamentos dos mais velhos. Pajé e botânico, tornou-se mensageiro da biodiversidade amazônica: dedica a vida a cuidar das plantas, a educar e a transmitir os saberes tradicionais. Para ele, defender a floresta e os povos originários é o mesmo gesto — um compromisso de quem escolheu ser ponte entre mundos.
Psicóloga Clínica
Experiência Internacional
Psicóloga de formação, Anne-Laure encontrou na Amazônia um lugar de cura e de encontro. Entre 2018 e 2021 viveu na região, aprofundando sua experiência em saúde mental e proteção à infância. Hoje dedica-se a facilitar processos de bem-estar que integram corpo, mente e espiritualidade, e a organizar a transmissão de saberes — unindo o cuidado das pessoas ao cuidado do território.
Pessoas que colaboram com o projeto como estagiários, pesquisadores, facilitadores e voluntários.
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